Começou hoje uma nova caminhada da rota religiosa Caminhos do Santuário, saindo do Instituto Padre Aloísio Boeing, em Jaraguá do Sul, até o Santuário Madre Paulina. Um dos coordenadores da mobilização, Mathias Tomczak, destacou que a peregrinação de 2026 tem um grupo de sete pessoas. Entre elas, peregrinos dos estados de São Paulo e Paraná e dos municípios de Guaramirim e Schroeder. O trajeto omeça hoje (22/07) de Nereu Ramos até a comunidade do Rio Branco em Guaramirim. No segundo dia, a caminhada tem sequencia até os municípios de Luis Alves, Gaspar, Brusque e Nova Trento, com chegada prevista para domingo numa caminhada de cerca de 150 quilômetros em cinco dias. Um carro de apoio acompanha os peregrinos durante todo o trajeto. Tomczak já realiza a caminhada com grupos, todos os anos, desde 2020, e destacou o início da nova peregrinação. LEI SANCIONADA A nova rota religiosa “Caminhos do Santuário” foi aprovada na Asssembleia Legislativa e foi sancionada em janeiro deste ano. A rota integra oito cidades ligando os municípios de Jaraguá do Sul, Guaramirim, Massaranduba, Luiz Alves, Ilhota, Gaspar, Brusque e Nova Trento, em roteiro que deve incluir mirantes, capelas históricas, cachoeiras e outros pontos de visitação que concentram igrejas históricas, santuários, festas religiosas e manifestações culturais ligadas à fé. A partir de agora, Estado, prefeituras e entidades locais devem discutir a estruturação do roteiro, a sinalização, a divulgação e a inclusão da rota nos programas oficiais de turismo de Santa Catarina.
Mais de 50 municípios gaúchos sofrem impactos das chuvas; Defesa Civil dispara alerta de emergência para celulares
As fortes chuvas que atingem o Rio Grande do Sul seguem provocando transtornos em diversas regiões do estado. Conforme balanço divulgado pela Defesa Civil, mais de 50 municípios já registram ocorrências relacionadas ao mau tempo, entre elas alagamentos, inundações, bloqueios de rodovias, danos em residências e famílias afetadas. Com a elevação do nível dos rios e a previsão de continuidade das chuvas, o governo gaúcho ampliou as medidas de prevenção. Na manhã desta quarta-feira (22), a Defesa Civil utilizou o sistema Cell Broadcast para enviar alertas de emergência diretamente aos celulares de moradores de 11 municípios localizados nas bacias dos rios Caí e Taquari. O aviso chega automaticamente aos aparelhos que estiverem dentro da área de risco, acompanhado de um sinal sonoro, sem que seja necessário qualquer cadastro por parte do usuário. A ferramenta é utilizada para orientar a população em situações de emergência e agilizar a adoção de medidas de segurança. Segundo o governador Eduardo Leite, as equipes estaduais permanecem mobilizadas em conjunto com as prefeituras para acompanhar a evolução do cenário e executar os planos de contingência. Entre as ações previstas está a retirada preventiva de moradores de locais sujeitos a inundações, caso o avanço das águas torne a medida necessária. O alerta foi encaminhado para os municípios de Encantado, Muçum, Taquari, Arroio do Meio, Lajeado, Estrela, Cruzeiro do Sul e Roca Sales, na região do Vale do Taquari, além de Harmonia, Montenegro e Santa Tereza, localizados na bacia do Rio Caí. A Defesa Civil orienta que moradores de áreas próximas aos rios ou de locais historicamente atingidos por enchentes acompanhem os comunicados oficiais e sigam imediatamente as orientações das equipes de emergência. O órgão também mantém monitoramento constante dos níveis dos rios e divulga mapas com projeções das áreas que podem ser inundadas, permitindo que municípios e população se preparem com antecedência. A expectativa é de que as condições meteorológicas continuem exigindo atenção nas próximas horas, mantendo as equipes de resposta em estado de prontidão para atender possíveis novas ocorrências. Por: Renato Santos Imagem: Divulgação redes sociais
Proposta dos EUA sobre “trabalho forçado” reacende debate e coloca legislação trabalhista brasileira em evidência
A possibilidade de os Estados Unidos ampliarem tarifas sobre produtos brasileiros sob a justificativa de supostas falhas no combate ao trabalho forçado voltou a provocar reações no governo brasileiro e entre especialistas em comércio internacional. A proposta foi apresentada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que incluiu o Brasil em uma lista de países que poderão ser alvo de uma sobretaxa de 12,5% sobre determinados produtos exportados ao mercado norte-americano. Embora o documento americano utilize como argumento o combate ao trabalho forçado, a avaliação do governo brasileiro é de que a medida possui forte componente comercial e protecionista. O Itamaraty classificou a iniciativa como arbitrária e contestou as conclusões do relatório, afirmando que o Brasil possui legislação, fiscalização e instrumentos para combater práticas ilegais nas relações de trabalho. A discussão também chama atenção para uma diferença importante entre os dois países. No Brasil, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estabelece uma ampla série de direitos aos trabalhadores, como jornada máxima de 44 horas semanais, descanso semanal remunerado, férias, 13º salário, FGTS, adicionais previstos em lei e regras específicas para horas extras e segurança no ambiente de trabalho. Na prática, a jornada de trabalho brasileira também é menos exaustiva do que a observada em grande parte do mercado norte-americano. Nos Estados Unidos não existe uma legislação federal que limite a jornada semanal ao mesmo padrão brasileiro, nem há garantia legal nacional de benefícios como férias remuneradas ou licença remunerada. Muitos desses direitos dependem de acordos entre empregado e empregador ou de legislações estaduais. Isso não significa que o Brasil esteja livre de problemas. Casos de trabalho em condições análogas à escravidão ainda são identificados pelas autoridades brasileiras, principalmente em atividades rurais e em alguns setores da economia. A diferença é que essas situações são consideradas crimes e combatidas por órgãos de fiscalização, como o Ministério do Trabalho e Emprego, o Ministério Público do Trabalho e a Polícia Federal. A proposta norte-americana faz parte de uma investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, que permite a adoção de medidas comerciais contra países considerados responsáveis por práticas que afetem os interesses econômicos americanos. Além do Brasil, dezenas de outras economias também foram incluídas na investigação. Enquanto o processo segue em análise pelas autoridades dos Estados Unidos, o governo brasileiro mantém a posição de que a acusação não reflete a realidade da legislação trabalhista nacional e afirma que continuará apresentando argumentos técnicos e jurídicos para contestar a possível aplicação das novas tarifas. Por: Renato Santos Imagem: Criação Inteligência Artificial / RBN
Frio perde força, mas temporais voltam a atingir Santa Catarina no domingo
A atuação de uma massa de ar frio mantém o tempo firme em Santa Catarina nos próximos dias, mas a previsão indica o retorno da instabilidade no fim de semana. Apesar do predomínio do sol, as manhãs continuam geladas em diversas regiões do estado, com temperaturas abaixo de 10°C, principalmente nas áreas de serra. Na quinta-feira (23), o tempo fica estável na maior parte de Santa Catarina, com sol entre nuvens. Apenas o Litoral ainda poderá registrar chuva fraca e isolada, sem risco de ocorrências. As temperaturas mínimas variam entre 5°C e 12°C no Oeste, Planaltos, Alto Vale do Itajaí e regiões serranas, enquanto nas demais áreas ficam entre 10°C e 16°C. À tarde, as máximas permanecem abaixo dos 20°C em todo o estado. O vento sul mantém o mar agitado entre o Litoral Sul e a Grande Florianópolis, com ondas de até 2,5 metros e risco moderado para ocorrências relacionadas à agitação marítima. Na sexta-feira (24), o frio continua predominando nas primeiras horas do dia, mas o tempo começa a mudar no Oeste catarinense. A previsão indica a formação de temporais isolados, acompanhados de raios, rajadas de vento e chuva intensa, especialmente nas regiões próximas à divisa com o Paraná. Nas demais áreas, o tempo segue firme, com sol entre nuvens. As mínimas ficam entre 3°C e 10°C nos Planaltos, Meio-Oeste e Serra, e entre 10°C e 16°C nas demais regiões. As temperaturas máximas seguem abaixo dos 20°C. No sábado (25), o tempo volta a ficar estável em todas as regiões, favorecendo atividades ao ar livre, com predomínio de sol entre nuvens e temperaturas agradáveis durante a tarde. A mudança mais significativa ocorre no domingo (26). As instabilidades retornam e provocam temporais em todas as regiões catarinenses, com possibilidade de chuva intensa, raios e rajadas de vento. A recomendação é que a população acompanhe as atualizações da previsão do tempo, já que o cenário poderá sofrer alterações conforme a evolução dos sistemas atmosféricos.
FIESC, governo e representantes do setor industrial montam grupo de trabalho por medidas contra “Segundo Tarifaço”
A Federação das Indústrias do Estado (FIESC) e o governo de SC realizaram reunião de alinhamento sobre os impactos da nova tarifa anunciada pelos Estados Unidos sobre as indústrias exportadoras do estado. As novas alíquotas entram em vigor nesta quarta-feira, dia 22. Quatro secretários de estados e técnicos do governo participaram do encontro. O presidente da FIESC, Gilberto Seleme, destacou a importância do diálogo entre o setor produtivo e o governo estadual. “O impacto do segundo tarifaço dos Estados Unidos será similar ao observado no primeiro período de elevação das tarifas. Um estudo da FIESC mostra que 54,5% da pauta exportadora do estado será afetada com as novas alíquotas. Essa segunda onda de elevação de taxas atinge as empresas já fragilizadas e a sensibilidade do governo estadual tem sido muito importante”, afirmou Seleme. O secretário da Fazenda, Cleverson Siewert reforçou o compromisso em manter o diálogo aberto com o setor produtivo, para ouvir as demandas da indústria e avaliar, dentro das possibilidades legais, alternativas que possam contribuir para mitigar os efeitos da medida sobre a economia do Estado. “A indústria catarinense é responsável por 35% dos empregos formais e 30% do PIB de SC, com as exportações cumprindo um papel relevante. É um momento importante para o alinhamento de expectativas de lado a lado. Formamos um grupo de trabalho para, em conjunto, transformar dados em informações que vão nos levar às melhores decisões possíveis. A exemplo do ano passado, estamos confiantes de que teremos boas notícias para os empresários catarinenses”, disse Sievert. Durante o encontro, o secretário de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, destacou que o mercado externo sempre foi determinante para o crescimento econômico e a geração de renda em Santa Catarina. Na avaliação dele, as disputas comerciais e geopolíticas e a reconfiguração das cadeias de fornecimento vão demandar um esforço contínuo dos agentes políticos e econômicos. “Esse será o nosso novo normal. O grupo de trabalho formado para tratar do tema poderá se tornar permanente”, afirmou. Ao mesmo tempo, a FIESC e o governo do estado destacaram a importância de reforçar iniciativas de promoção comercial do estado em outros mercados, identificando oportunidades para empresas que já exportam e preparando as que ainda não acessam o mercado externo para que possam se internacionalizar. O secretário de Planejamento, Arão Josino da Silva, reforçou a necessidade de pensar a internacionalização de empresas no longo prazo, como parte da estratégia de desenvolvimento do estado. A reunião contou ainda com a participação dos secretário da Indústria, Comércio e Serviços, Leodegar Tiscoski. Encaminhamento O próximo passo é a troca de informações entre as áreas técnicas, avaliar os desdobramentos da medida e construir, de forma conjunta, alternativas que contribuam para reduzir os impactos sobre a economia catarinense e preservar a competitividade das empresas do Estado.
3 em cada 10 brasileiros recorrem ao cartão de crédito para cobrir despesas, revela Mapa de Crédito da Serasa
Das 92 milhões de pessoas que possuem essa modalidade de crédito no país, 19,6% estão na região Sul O cartão de crédito consolidou seu papel como a principal modalidade de crédito utilizada pelos brasileiros e, cada vez mais, como uma ferramenta de gestão do orçamento e administração do orçamento doméstico. É o que mostra a primeira edição do Mapa de Crédito da Serasa: 63% da população afirma ter utilizado essa modalidade nos últimos 12 meses, o maior índice entre todas as linhas de crédito avaliadas. Mais do que liderar o acesso ao crédito, o cartão também se destaca pela forma como é utilizado. Segundo o levantamento, 30% dos consumidores recorrem à modalidade para cobrir despesas diárias, enquanto 29% a utilizam para realizar compras específicas e 18% para lidar com despesas emergenciais de saúde. “Esse comportamento indica que, para muitos brasileiros, o cartão deixou de ser apenas uma alternativa para compras parceladas e passou a integrar o planejamento financeiro cotidiano”, afirma Camila Martins, gerente de Crédito da Serasa. Entre os fatores que explicam a preferência pela modalidade está a possibilidade de parcelar compras de forma compatível com o orçamento, apontada por 41% dos entrevistados. Em seguida, aparecem a facilidade de acesso (37%) e a disponibilidade de limite pré-aprovado (30%), fatores que ajudam a explicar a ampla presença do cartão na rotina financeira dos brasileiros. No Sul do Brasil, o cartão de crédito é utilizado por 18,4 milhões de pessoas. Desses, 45% possuem renda mensal abaixo de R$ 3 mil. Já no grupo dos consumidores que recorrem ao empréstimo pessoal (9,4 milhões), 68,6% contam com renda mensal inferior a R$ 3 mil. O crédito consignado é buscado por 3,6 milhões de moradores do Sul; o financiamento de veículos é uma realidade para 2,6 milhões de pessoas na região e o financiamento imobiliário para 2,1 milhões. Diferentes tipos de créditos, diferentes finalidades Comparando as três principais modalidades de crédito, o levantamento evidencia que os consumidores tendem a escolher diferentes produtos conforme sua necessidade financeira. Enquanto o cartão de crédito aparece mais associado às despesas correntes, o empréstimo pessoal e o crédito consignado são utilizados, principalmente, para reorganizar as finanças. Entre os usuários dessas modalidades, pagar dívidas ou contas atrasadas (34% e 20%, respectivamente) e organizar a vida financeira (22% e 35%) concentram as principais motivações, seguidas pela necessidade de obter um respiro no orçamento (15% em ambas). “Os dados mostram que cada modalidade de crédito atende a uma necessidade diferente. Antes de contratar qualquer uma delas, é preciso entender qual é a mais adequada para seu objetivo, avaliar os custos envolvidos e, principalmente, como esse compromisso vai impactar o orçamento nos próximos meses. Essa análise é essencial para que o crédito seja um aliado da organização financeira, e não um fator de endividamento”, analisa Camila. Cenário de crédito no Brasil Os resultados da pesquisa refletem um mercado de crédito cada vez mais presente na vida dos brasileiros. Dados do Cadastro Positivo mostram que 68% dos adultos utilizam ao menos uma modalidade de crédito — o equivalente a 119 milhões de pessoas dentro de uma base de 175 milhões de brasileiros ativos na Receita Federal. Em média, cada consumidor possui 2,2 modalidades de crédito ativas, evidenciando um mercado cada vez mais diversificado. Os dados também revelam diferenças importantes no perfil dos consumidores de cada modalidade. Entre os usuários de empréstimo pessoal, 54% possuem o CPF negativado — indicador que representa a existência de alguma dívida em atraso, mas não necessariamente relacionada ao próprio empréstimo. Já nas modalidades de maior valor, como financiamento de veículos e imobiliário, predominam consumidores adimplentes, reflexo de critérios de concessão mais rigorosos, que consideram estabilidade financeira e histórico consistente de pagamentos. A análise também mostra que, independentemente da modalidade utilizada, predominam consumidores com pontuação de crédito (Serasa Score) classificado como “bom”, seguido pela faixa “regular”, indicando um comportamento financeiro positivo entre a maior parte dos usuários de crédito.
Eleições 2026 em Santa Catarina contará com 5.725.753 eleitores
A Justiça Eleitoral de Santa Catarina divulgou o número consolidado do eleitorado do estado para as Eleições 2026. No dia 4 de outubro, 5.725.753 pessoas poderão escolher os representantes para os cargos de deputado federal, deputado estadual, 1º e 2º Senador, governador e presidente. O dado faz parte da consolidação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), disponibilizada nacionalmente na segunda-feira (20). Do total do eleitorado, 5.135.536 (89,69%) possui biometria coletada. Dados Estatísticos do eleitorado em Santa Catarina nas Eleições 2026 Entre os municípios de Santa Catarina, Joinville segue como o maior colégio eleitoral do estado, com 441.735 eleitores e eleitoras. Na sequência aparece Florianópolis, com 420.430, seguido de Blumenau (268.254), São José (194.697), Itajaí (182.124), Chapecó (163.650), Palhoça (153.842), Criciúma (153.670), Jaraguá do Sul (130.867) e Lages (125.046). Os dez municípios reúnem os maiores eleitorados do estado. Ao comentar a consolidação do eleitorado, o presidente do TRE-SC, desembargador Carlos Roberto da Silva, destacou que os dados são fundamentais para o planejamento e a execução das Eleições 2026: “É importante destacar: o Tribunal Superior Eleitoral já consolidou o eleitorado que efetivamente estará apto a votar nestas eleições. Esse é o retrato oficial e definitivo sobre o qual toda a organização do pleito se apoia — da distribuição de urnas à convocação de mesárias e mesários, da propaganda eleitoral à fiscalização dos atos de campanha.” disse. Eleitores migrantes em SC O fenômeno da migração para Santa Catarina pode ser identificado por meio dos dados de eleitores migrantes no estado. Desde a retomada do cadastramento eleitoral em novembro, após o fim das Eleições 2024, até o fechamento do cadastro eleitoral em 6 de maio de 2026 , foram realizadas 260.546 operações de transferência de domicílio eleitoral em SC, sendo 102.937 entre municípios de SC (39,5%); e 157.609 originárias de outras unidades federativas (60,5%). Dentre as principais Unidades Federativas de origem do eleitorado está o Rio Grande do Sul (RS): 40.101 (25,44%), Paraná (PR): 26.167 (16,60%), São Paulo (SP): 18.472 (11,72%), Pará (PA): 15.374 (9,75%) e Amazonas (AM): 6.581 (4,18%). Sobre a migração, o presidente do TRE-SC, desembargador Carlos Roberto da Silva destacou que o crescimento do eleitorado reflete, em grande parte, a regularização da situação eleitoral de muitos migrantes que há muito já estão estabelecidas no estado: “durante o período do cadastro nós detectamos essa necessidade de chamamento dos já moradores de Santa Catarina, para que viessem para o cartório eleitoral, se tornassem eleitores do estado. E esse chamamento realmente ocorreu e representou um acréscimo no eleitorado catarinense. O que na verdade é uma consolidação das pessoas que já residiam aqui, já trabalhavam aqui e que agora se tornaram eleitores. Isso contribuiu, sim, para o crescimento do nosso eleitorado e são, claro, todos muito bem vindos.” Gênero As mulheres seguem como maioria no eleitorado de Santa Catarina. São 2.992.155 eleitoras (52,26%), enquanto 2.733.597 eleitores (47,74%) são do sexo masculino. Faixas etárias A faixa etária com maior concentração de eleitores no estado é a de 40 a 44 anos, que reúne 593.960 pessoas, o equivalente a 10,37% do eleitorado catarinense. Já entre os eleitores para qual o voto é facultativo, chama a atenção o número de 589.010 pessoas com 70 anos ou mais, que representam 10,28% do total de eleitores aptos a votar nas Eleições 2026 no estado. Ainda como voto facultativo, Santa Catarina conta com 45.053 jovens de 16 e 17 anos, correspondendo a 0,78% do eleitorado. Mesários A expectativa é de que 80 mil pessoas sejam convocadas para desempenhar funções de mesários e mesárias ou outros postos de apoio ao pleito. Este ano, a convocação dos mesários será realizada via Whatsapp, pelo número oficial da Justiça Eleitoral de Santa Catarina – 0800 647 3888. Estrutura da Justiça Eleitoral de Santa Catarina O eleitorado em Santa Catarina será atendido por uma estrutura que envolve os seus 295 municípios, com 100 zonas eleitorais, 3.473 locais de votação, 17.536 seções eleitorais e um parque de 19 mil urnas eletrônicas do TRE-SC.
Programação valoriza talentos de Jaraguá do Sul e reúne nomes da cultura local nos 150 anos da cidade
Além de atrações nacionais consagradas, a celebração dos 150 anos de Jaraguá do Sul também abrirá espaço para artistas da cidade, valorizando os talentos locais e reforçando a identidade cultural do município. A programação começa na sexta-feira (24) com um dos momentos mais aguardados da festa: o show da cantora Isadora Pompeo, considerada um dos maiores nomes da música gospel brasileira na atualidade. Dona de milhões de seguidores e de sucessos que emocionam o público em todo o país, ela sobe ao palco às 21h, em uma apresentação que deve reunir milhares de pessoas. No sábado (25), dia do aniversário de Jaraguá do Sul, as comemorações começam com a Missa Solene dos 150 anos, presidida pelo arcebispo Dom Francisco Carlos Bach, seguida pelo tradicional Desfile Festivo e pelo corte do bolo. À noite, os primeiros a subir ao palco serão os artistas da casa. As bandas jaraguaenses In Natura e Pedra no Rim terão a missão de abrir a programação musical, mostrando a força da cena cultural local e aquecendo o público para os shows nacionais. A escolha reforça o reconhecimento aos músicos da cidade, que fazem parte da história cultural de Jaraguá do Sul e terão espaço de destaque em uma das maiores celebrações já realizadas no município. Na sequência, a festa continua com apresentações do grupo Muierada, do cantor Ralf, um dos grandes nomes da música sertaneja brasileira, e de Mateus Rott, encerrando a programação de sábado. O domingo (26) também será marcado pela valorização dos talentos locais. Antes da principal atração da noite, o público acompanhará o espetáculo de Gustavo Bardim e Viocello, artistas catarinenses que vêm conquistando espaço no cenário musical. O encerramento da programação ficará por conta de um encontro especial entre o cantor Daniel, um dos maiores ícones da música sertaneja do país, e a Orquestra Filarmônica de Jaraguá do Sul, em um espetáculo exclusivo que promete emocionar o público e fechar em grande estilo as comemorações dos 150 anos do município.
Cartão de crédito lidera crescimento da inadimplência e preocupa setor do comércio
O cartão de crédito se consolidou como o principal motivo de restrição ao crédito no Brasil. É o que revela uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), do SPC Brasil e da Offerwise Pesquisas, que aponta um aumento expressivo das dívidas bancárias entre os consumidores brasileiros. Segundo o levantamento, 42% dos inadimplentes possuem pendências relacionadas ao cartão de crédito, um crescimento de 18 pontos percentuais em comparação com o ano passado. Na sequência aparecem os empréstimos bancários e financiamentos, citados por 26% dos entrevistados, e o crediário, com 23%. O cheque especial também figura entre os principais fatores de endividamento, atingindo 16% dos consumidores. O estudo mostra que, diante do orçamento apertado, muitas famílias passaram a utilizar o crédito como complemento da renda. Com isso, o acúmulo de juros acaba dificultando a quitação das dívidas e aumenta o número de pessoas com restrições financeiras. Contas básicas continuam sendo prioridade Mesmo entre os consumidores endividados, as despesas consideradas essenciais seguem recebendo prioridade. A conta de internet é a mais preservada, sendo paga em dia por 68% dos entrevistados. Em seguida aparecem água e energia elétrica (63%), telefone (56%), TV por assinatura (46%) e o próprio cartão de crédito (41%). Já entre as contas que apresentam atraso, a telefonia lidera o ranking, com 13%, seguida pelos empréstimos bancários (12%) e por cartões de crédito, contas de água e luz e IPTU, todos com 11%. Dívidas que demoram mais para serem quitadas A pesquisa também identificou quais compromissos permanecem por mais tempo sem pagamento. As mensalidades de educação, incluindo escolas e FIES, registram a maior média de atraso, chegando a 15 meses. Na sequência aparecem os empréstimos bancários e cartões de crédito, com média de 13 meses, além de crediários e IPTU, que acumulam aproximadamente 12 meses de atraso. Por outro lado, contas como água, energia, financiamento imobiliário e condomínio costumam ser regularizadas mais rapidamente para evitar cortes de serviços ou outras consequências imediatas. Para as entidades responsáveis pelo levantamento, os dados mostram que o consumidor está priorizando despesas essenciais para manter a rotina da família, enquanto as dívidas financeiras acabam sendo postergadas por mais tempo, agravando o cenário de inadimplência. A pesquisa ouviu 609 consumidores com contas em atraso há mais de três meses, em todas as capitais brasileiras, entre os dias 6 e 17 de março de 2026.
Setor industrial propõe ao governo ampliação da NIB para reduzir danos do tarifaço
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) iniciou articulações com o governo federal para criar uma nova frente de atuação da política industrial brasileira voltada às empresas afetadas pelo aumento das tarifas de importação anunciado pelos Estados Unidos. A proposta foi apresentada ao vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e prevê a criação de uma sétima missão dentro da Nova Indústria Brasil (NIB). O objetivo é desenvolver medidas específicas para apoiar os setores que terão prejuízos com a sobretaxa de 25% aplicada a produtos brasileiros. Segundo a CNI, a medida norte-americana deve atingir cerca de 26,2% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos, o equivalente a aproximadamente US$ 11 bilhões em vendas. A entidade defende a construção de um plano de ação em parceria com as federações estaduais da indústria, associações empresariais, sindicatos e o governo federal. A intenção é oferecer alternativas para preservar a competitividade das empresas brasileiras e reduzir os impactos sobre a produção, os investimentos e o emprego. Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, a política industrial precisa ser atualizada sempre que novos desafios surgirem. Ele afirma que a criação da nova missão permitirá uma resposta coordenada aos setores mais atingidos pelo tarifaço, sem substituir as negociações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos. A proposta também prevê um convênio com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) para estruturar as ações e acelerar a implementação das medidas de apoio. Lançada em 2024, a Nova Indústria Brasil reúne atualmente seis eixos estratégicos voltados ao fortalecimento da indústria nacional. A iniciativa conta com cerca de R$ 750 bilhões em linhas de crédito destinadas à modernização do setor e tem vigência prevista até 2033, buscando impulsionar a inovação, a digitalização, a sustentabilidade e a competitividade da indústria brasileira.