O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu um prazo de 24 horas para que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) explique uma declaração feita pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL). Na fala, Eduardo indica que estaria se comunicando com o pai por meio de um vídeo. A determinação foi assinada no domingo (29) e tornada pública nesta segunda-feira (30).
No sábado (28), durante um evento nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro disse em inglês: “Vocês sabem por que estou fazendo este vídeo? Porque estou mostrando para o meu pai e vou provar para todo o Brasil que não se pode silenciar um movimento de forma injusta ao retirar seu líder, Jair Messias Bolsonaro. Muito obrigado”. Ao conceder a prisão domiciliar humanitária, Moraes impôs restrições severas, entre elas a proibição de usar celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa, seja diretamente ou por terceiros, além de vetar qualquer gravação de vídeos ou áudios, mesmo indiretamente.
No despacho, o ministro incluiu uma captura de tela de um internauta que, ao compartilhar o trecho do discurso de Eduardo na Conservative Political Action Conference (CPAC), afirmou que “esse vídeo precisa chegar ao ministro Alexandre de Moraes”. O usuário sugere que a transmissão ao vivo feita por Eduardo para o pai poderia representar o descumprimento das medidas judiciais, já que Bolsonaro está proibido de acessar redes sociais durante a prisão domiciliar.
Jair Bolsonaro recebeu alta do hospital DF Star na sexta-feira (27), momento em que começou a contagem dos 90 dias da prisão domiciliar humanitária temporária. Moraes justificou o prazo com base no tempo de recuperação da broncopneumonia bacteriana. No entanto, o médico Brasil Caiado, integrante da equipe médica do ex-presidente, informou que ele ainda precisará realizar uma cirurgia no ombro direito, embora não haja previsão de data para o procedimento.
