Anvisa proíbe venda de insulina distribuída sem autorização e determina recolhimento de medicamentos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta terça-feira (6) uma série de medidas que incluem a proibição da comercialização de insulina distribuída de forma irregular, a suspensão de peptídeos sem registro e o recolhimento de lotes de medicamentos após a identificação de problemas de qualidade.

Segundo a agência, está proibida a venda, distribuição e utilização de todos os lotes de insulina produzidos pela empresa Costa Mar Comércio Licitatório Ltda. A decisão foi tomada após a constatação de que a empresa comercializava insulina glargina 3 mL/100 UI sem possuir a Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE), exigida pela legislação sanitária para esse tipo de atividade.

Durante uma inspeção realizada pela Vigilância Sanitária de Petrópolis (RJ), foi constatado ainda que a empresa não funciona no endereço cadastrado e não possui licença sanitária no local informado. A Agência Brasil informou que tentou contato com a empresa, mas não obteve retorno até a publicação da reportagem.

Além da insulina, a Anvisa também proibiu a fabricação, comercialização, distribuição, divulgação, transporte e uso de diversos peptídeos vendidos sem registro sanitário em sites da internet.

Entre os produtos atingidos pela medida estão formulações contendo tirzepatida e retatrutida, substâncias conhecidas por integrarem medicamentos utilizados no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade. Segundo a agência, esses produtos não possuem registro, notificação ou cadastro junto à Anvisa e, por isso, não podem ser comercializados ou utilizados.

Também foi determinada a apreensão de produtos como BPC157 & TB500, NAD+, Tirzegen, Retagen, Glow GHK-CU e Retatrutide, comercializados por diferentes marcas.

Outra medida publicada pela Anvisa envolve o recolhimento do lote JNYJ1201 do medicamento Imaavy 300 mg, produzido pela Janssen-Cilag Farmacêutica. De acordo com a fabricante, existe a possibilidade de presença de partículas de vidro no interior dos frascos desse lote, motivo pelo qual a empresa iniciou o recolhimento voluntário.

A agência também determinou o recolhimento do lote 0000207107 do medicamento Lizbi 2 mg/ml, fabricado pela Halex Istar Indústria Farmacêutica. Conforme a Anvisa, foi identificado um desvio de qualidade relacionado à perda de esterilidade da solução, provocada por falhas na integridade da embalagem primária.

A Agência Brasil informou que entrou em contato com a Halex Istar para solicitar um posicionamento sobre o recolhimento, mas aguardava resposta até a publicação da reportagem.

A Anvisa orienta que pacientes e profissionais de saúde verifiquem o lote dos medicamentos e suspendam imediatamente o uso dos produtos atingidos pelas medidas, procurando orientação médica ou farmacêutica quando necessário.

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