A taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,3% no trimestre móvel de maio a julho de 2026, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (27).
O resultado representa uma redução de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre de fevereiro a abril, quando a taxa havia sido estimada em 5,8%. Na comparação com maio a julho de 2025, quando o índice era de 5,6%, houve queda de 0,3 ponto percentual.
Desocupação
O Brasil tinha aproximadamente 5,8 milhões de pessoas desocupadas no trimestre de maio a julho. O número representa uma redução de 503 mil pessoas, ou 8%, em relação ao trimestre anterior, quando havia cerca de 6,3 milhões de desocupados. Na comparação com o mesmo trimestre de 2025, houve redução de aproximadamente 299 mil pessoas desocupadas, uma queda de 4,9%.
O contingente de pessoas ocupadas foi estimado em 103,3 milhões. O número cresceu 1% em relação ao trimestre de fevereiro a abril, o equivalente a 1 milhão de pessoas a mais. Na comparação com maio a julho de 2025, houve crescimento de 0,9%, com 899 mil pessoas a mais ocupadas.
O nível da ocupação chegou a 58,9% da população em idade de trabalhar. O indicador avançou 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, quando estava em 58,4%.
Força de trabalho
A população na força de trabalho, formada por pessoas ocupadas e desocupadas, foi estimada em 109,2 milhões de pessoas. Houve crescimento de 499 mil pessoas, ou 0,5%, em relação ao trimestre de fevereiro a abril. Na comparação com maio a julho de 2025, o aumento foi de 0,6%, com 600 mil pessoas a mais na força de trabalho.
A taxa de participação da força de trabalho foi estimada em 62,2%, sem variação estatisticamente significativa em relação aos 62% registrados no trimestre anterior. Na comparação anual, o indicador também ficou estável, passando de 62,3% para 62,2%.
Carteira assinada e trabalho sem carteira
O número de empregados do setor privado com carteira assinada, excluindo trabalhadores domésticos, ficou em 39,4 milhões, mantendo estabilidade tanto em relação ao trimestre anterior quanto na comparação com maio a julho de 2025.
Já o número de empregados do setor privado sem carteira assinada chegou a 13,8 milhões. Houve crescimento de 3,6% em relação ao trimestre anterior, o equivalente a 477 mil pessoas a mais. Na comparação anual, o indicador permaneceu estável.
O contingente de trabalhadores por conta própria foi estimado em 26,1 milhões de pessoas. O número permaneceu estável tanto em relação ao trimestre anterior quanto na comparação com o mesmo período de 2025. O número de empregadores chegou a 4,4 milhões, com crescimento de 4,2% em relação ao trimestre anterior. Isso representa 175 mil empregadores a mais.
Na comparação com maio a julho de 2025, houve crescimento de 5,4%, com 225 mil pessoas a mais nessa categoria.
Trabalho doméstico
O número de trabalhadores domésticos foi estimado em 5,4 milhões. O indicador ficou estável em relação ao trimestre anterior, mas apresentou redução de 236 mil pessoas na comparação com maio a julho de 2025. O grupo de empregados no setor público, incluindo servidores estatutários e militares, foi estimado em 13 milhões de pessoas.
O contingente ficou estável em relação ao trimestre anterior e também não apresentou variação estatisticamente significativa na comparação com o mesmo trimestre de 2025.
Atividades que mais cresceram
Na comparação entre maio a julho de 2026 e fevereiro a abril de 2026, o único grupamento de atividade que apresentou aumento significativo foi o da Construção, com crescimento de 5,1%, ou 371 mil pessoas a mais ocupadas.
Na comparação com maio a julho de 2025, três setores apresentaram crescimento:
- Construção: alta de 4,2%, com 308 mil pessoas a mais;
- Transporte, armazenagem e correio: alta de 5,4%, com 321 mil pessoas a mais;
- Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: alta de 2,3%, com 438 mil pessoas a mais.
Por outro lado, houve redução de 4% nos Serviços domésticos, com 229 mil pessoas a menos.
Subutilização da força de trabalho
A taxa composta de subutilização da força de trabalho ficou em 13% no trimestre de maio a julho. Houve queda de 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, quando o indicador estava em 13,8%.
Na comparação anual, a queda foi de 1,1 ponto percentual, já que a taxa era de 14,1% em maio a julho de 2025.
O número de pessoas subutilizadas ficou em aproximadamente 14,9 milhões, uma redução de 819 mil pessoas em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual, foram 1,234 milhão de pessoas a menos nessa situação.
O número de pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas foi estimado em aproximadamente 4,2 milhões. O indicador permaneceu estável em relação ao trimestre de fevereiro a abril e apresentou queda na comparação com maio a julho de 2025.
Pessoas fora da força de trabalho
O contingente de pessoas fora da força de trabalho foi estimado em 66,4 milhões. O número permaneceu estável em relação ao trimestre anterior. Na comparação com maio a julho de 2025, houve crescimento de 1,1%, ou 721 mil pessoas a mais.
A força de trabalho potencial somou 4,8 milhões de pessoas. O número representa uma redução de 304 mil pessoas, ou 5,9%, em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual, houve redução de 599 mil pessoas.
O número de pessoas desalentadas foi estimado em aproximadamente 2,3 milhões. Houve redução de 248 mil pessoas, ou 9,7%, em relação ao trimestre anterior. Na comparação com maio a julho de 2025, quando eram 2,7 milhões de desalentados, a queda foi de 14,1%.
O percentual de pessoas desalentadas em relação à população na força de trabalho ou desalentada ficou em 2,1%, contra 2,3% no trimestre anterior e 2,4% no mesmo período de 2025. O rendimento médio mensal real habitualmente recebido em todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.762.
O valor ficou estável em relação ao trimestre anterior, mas apresentou crescimento de 3,3% na comparação com maio a julho de 2025. Na comparação anual, o rendimento dos trabalhadores com carteira assinada cresceu 2,5%, com aumento de R$ 83. Entre os trabalhadores domésticos, a alta foi de 4,1%, ou R$ 58. Para os trabalhadores por conta própria, o crescimento também foi de 4,1%, equivalente a R$ 124.
Entre os grupamentos de atividade, na comparação com o mesmo trimestre de 2025, houve aumento do rendimento na Indústria, de 4,7%, ou R$ 163; em Outros serviços, de 6,6%, ou R$ 185; e nos Serviços domésticos, de 4,1%, ou R$ 58.
Massa de rendimentos
A massa de rendimento mensal real habitualmente recebido em todos os trabalhos foi estimada em R$ 383,5 bilhões. O resultado ficou estável em relação ao trimestre de fevereiro a abril. Na comparação com maio a julho de 2025, houve crescimento de 4,1%, representando um aumento de R$ 15,1 bilhões.
Os dados da PNAD Contínua têm abrangência nacional e foram divulgados pelo IBGE em 27 de agosto de 2026, com informações referentes ao trimestre móvel de maio a julho de 2026.
OBS: É PROIBIDA A REPRODUÇÃO DESTE CONTEÚDO
Por: Renato Santos
