Mais de 130 pessoas participaram esta semana do evento “Agosto Lilás 2026 – Rede de Proteção à Mulher: Conhecer para Prevenir, Acolher para Transformar”, realizado no Salão do Júri do Fórum de Jaraguá do Sul.
A iniciativa reuniu representantes de diferentes instituições que atuam na proteção e no atendimento às mulheres em situação de violência doméstica e familiar. O objetivo foi apresentar à comunidade, de forma integrada, o caminho percorrido desde o primeiro pedido de ajuda até as etapas de acolhimento e reconstrução da trajetória.
A atividade foi promovida pela comarca de Jaraguá do Sul, a convite da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (CEVID/TJSC), e integrou a programação do Agosto Lilás, campanha voltada à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher.
Para a juíza diretora do foro da comarca, Graziela Shizuiho Alchini, a aproximação entre as instituições e a população é fundamental para ampliar a prevenção e garantir respostas mais coordenadas diante dos casos de violência.
Atendimento começa com a rede de proteção
O primeiro painel, “O Primeiro Atendimento e a Rede de Proteção”, reuniu representantes das polícias Militar e Civil. Foram apresentados os procedimentos adotados no atendimento inicial, informações sobre medidas protetivas, atuação da Patrulha Maria da Penha, canais de denúncia e etapas de investigação.
A Polícia Científica também participou da programação, abordando a produção de provas e a importância de um atendimento humanizado às vítimas.
Outro tema discutido foi a participação dos homens na prevenção da violência contra a mulher. A apresentação destacou a responsabilidade coletiva, a construção de masculinidades positivas e a necessidade de fortalecer uma cultura baseada no respeito.
Acolhimento e reconstrução
Na segunda parte do encontro, o Instituto Borboleta conduziu o painel “Reconstrução de Trajetórias: Apoio, Acolhimento e Superação”.
A apresentação mostrou os serviços disponíveis para mulheres que enfrentam situações de violência e destacou a importância do atendimento integrado para que as vítimas tenham acesso não apenas à proteção, mas também a condições para reconstruir suas vidas.
O encerramento teve ainda o relato voluntário de uma mulher sobre sua própria trajetória de superação e sobre a importância do acolhimento recebido ao longo do processo.
Fórum reuniu instituições e comunidade
De acordo com a organização, a presença de mais de 130 participantes demonstrou o interesse da comunidade em conhecer os mecanismos de proteção previstos na Lei Maria da Penha e os serviços disponíveis no município.
A chefe da secretaria do foro, Jaqueline Figueroa Lanzarini Gomes, destacou que a reunião de autoridades, profissionais, estudantes e representantes da sociedade em um mesmo espaço contribui para aproximar a população da rede de proteção.
A ação teve participação e apoio do Poder Judiciário, Ministério Público de Santa Catarina, Prefeitura de Jaraguá do Sul, OAB – Subseção de Jaraguá do Sul, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica, Instituto Borboleta, instituições de ensino superior do município e demais integrantes da rede local de proteção à mulher.
A proposta é ampliar o conhecimento sobre os serviços existentes e fortalecer a atuação conjunta das instituições no enfrentamento à violência doméstica e familiar.
