Santa Catarina encerrou o segundo trimestre de 2026 com a menor taxa de desemprego entre as unidades da federação. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a Pnad Contínua, divulgada nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado registrou taxa de 2,1%.
O resultado coloca Santa Catarina à frente de Mato Grosso, com 2,2%, e Espírito Santo, com 2,3%. Também apresentaram índices inferiores a 3% Rondônia, com 2,6%, e Mato Grosso do Sul, com 2,7%.
A taxa catarinense ficou 3,3 pontos percentuais abaixo da média nacional, que foi de 5,4% no segundo trimestre. O índice brasileiro também apresentou queda em relação aos três primeiros meses do ano, quando o desemprego estava em 6,1%.
Além de apresentar a menor taxa do país, Santa Catarina também registrou redução do desemprego em relação ao primeiro trimestre de 2026. A queda foi de 0,6 ponto percentual.
Ao todo, 13 unidades da federação tiveram redução na taxa de desemprego no período. As demais permaneceram estáveis, segundo o levantamento do IBGE.
De acordo com o analista da pesquisa, William Kratochwill, as diferenças entre os estados estão relacionadas a fatores como o nível de industrialização, a evolução da atividade econômica e o grau de instrução da população. Segundo ele, Santa Catarina e os demais estados da região Sul apresentam indicadores de desemprego mais baixos em comparação com estados das regiões Norte e Nordeste.
Desemprego de longa duração recua
A pesquisa também aponta uma redução no número de brasileiros que estão há pelo menos dois anos procurando emprego. No segundo trimestre, eram 1,06 milhão de pessoas nessa situação.
Esse é o menor contingente registrado pela série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012. Na comparação com o mesmo período de 2025, houve queda de 15,6%.
Mulheres e população preta e parda têm taxas maiores
Os dados do IBGE mostram ainda diferenças na taxa de desemprego entre grupos da população.
Entre os homens, o índice ficou em 4,6%, abaixo da média nacional. Entre as mulheres, a taxa foi de 6,4%.
Por cor ou raça, a taxa de desemprego foi de 4,2% entre pessoas brancas, 6,1% entre pardas e 6,9% entre pretas.
A Pnad Contínua considera como desocupada a pessoa com 14 anos ou mais que não estava trabalhando e que efetivamente procurou emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa.
O levantamento visita aproximadamente 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal e considera diferentes formas de ocupação, incluindo trabalhadores com ou sem carteira assinada, temporários e trabalhadores por conta própria.
