Santa Catarina vai adotar uma estratégia integrada para ampliar a participação de empresas do Estado no mercado internacional. A criação da Rede Catarinense de Internacionalização foi anunciada durante reunião do Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (COFEM).
A proposta é reunir competências do governo e do setor produtivo em uma estratégia única, com planejamento até 2030. A iniciativa pretende facilitar o acesso das empresas catarinenses a mercados externos e fortalecer a competitividade dos produtos do Estado.
O grupo técnico da nova rede contará com especialistas indicados pelas federações empresariais que fazem parte do COFEM. O planejamento será organizado em quatro frentes: negócios e internacionalização; certificação e acesso a mercados; competitividade e tecnologia; e serviços e promoção comercial.
Para o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Gilberto Seleme, a abertura para o mercado internacional representa uma oportunidade para ampliar a presença de produtos catarinenses no exterior. Segundo ele, o Estado já possui empresas com produtos de valor agregado e padrões de qualidade capazes de atender às exigências de outros países.
Um dos focos apresentados durante a reunião foi o acordo entre Mercosul e União Europeia. O secretário executivo de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, defendeu que Santa Catarina esteja preparada para aproveitar as oportunidades que podem surgir com o tratado.
A estratégia envolve setores como indústria, agronegócio e comércio, com ações voltadas à preparação das empresas para um ambiente de maior integração comercial. Bornhausen também destacou a importância da atuação conjunta entre o governo estadual e o setor produtivo para garantir melhores condições de competitividade.
A logística também entrou na pauta do COFEM. O diretor de operações Sul da Arteris, Antonio Cesar Ribas Sass, apresentou propostas relacionadas à ampliação e às melhorias operacionais no trecho Norte da BR-101.
Outro ponto discutido foi a situação do Porto de Itajaí, considerado estratégico para o transporte da produção catarinense. A Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC) apresentou informações sobre os processos relacionados à concessão do canal de acesso e ao arrendamento do terminal portuário.
A expectativa é que a integração entre governo, indústria, comércio, serviços e agronegócio ajude Santa Catarina a ampliar sua presença no comércio exterior e a criar condições para que mais empresas tenham acesso a mercados internacionais.
