Santa Catarina cria mais de 63 mil empregos no primeiro semestre, mas ritmo de contratações desacelera

Santa Catarina fechou o primeiro semestre de 2026 com saldo positivo de 63,2 mil vagas de emprego com carteira assinada. O resultado representa um crescimento de 2,45% no estoque de empregos do estado entre janeiro e junho, colocando Santa Catarina na quarta posição no ranking nacional de geração de vagas, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais e Paraná.

Apesar do desempenho positivo, o número de empregos criados foi 0,73% menor do que o registrado no mesmo período de 2025, indicando uma desaceleração no ritmo das contratações.

De acordo com a Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), fatores como a manutenção dos juros elevados, o crédito mais caro e pressões externas, entre elas as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos, têm influenciado o desempenho do mercado de trabalho.

A indústria foi a principal responsável pela geração de empregos no estado, com 36,6 mil novas vagas, o equivalente a 58% de todos os postos formais criados no semestre. Dentro do setor, a construção civil liderou as contratações, com mais de 11,2 mil vagas abertas. Na sequência aparecem a indústria de alimentos, com 5,3 mil novos empregos, os segmentos de borracha e plástico, com 2,1 mil vagas, e o setor madeireiro, que abriu pouco mais de 2 mil postos de trabalho.

Segundo a FIESC, embora a indústria continue sustentando a criação de empregos, alguns segmentos, como o madeireiro, já começam a sentir os impactos das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros destinados ao mercado da construção civil.

O setor de serviços também apresentou resultado positivo, com a criação de 26,6 mil vagas no semestre. Já o comércio praticamente ficou estável, com saldo de apenas 136 empregos, reflexo do consumo mais cauteloso diante dos juros elevados. A agropecuária foi o único grande setor a registrar saldo negativo, com o fechamento de 212 postos de trabalho.

A avaliação da FIESC é de que a retomada de um ritmo mais forte de geração de empregos depende da redução das taxas de juros e de um ambiente econômico que favoreça novos investimentos.

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