Santa Catarina recebe novos equipamentos para ampliar oferta de cirurgias no SUS

Santa Catarina será contemplada com seis combos cirúrgicos por meio do Novo PAC Saúde, dentro de uma nova etapa de investimentos anunciada pelo Ministério da Saúde. Os contratos foram assinados como parte de uma ação nacional que prevê a entrega de equipamentos para fortalecer a rede pública de atendimento.

Nesta fase, serão adquiridos 150 novos combos cirúrgicos e 20 tomógrafos em todo o país. Ao final do programa, a previsão é entregar 300 combos cirúrgicos e 40 tomógrafos para 185 municípios brasileiros, com investimento total de R$ 546 milhões. Em Santa Catarina, os recursos destinados ultrapassam R$ 9,2 milhões.

Os equipamentos têm como objetivo ampliar a capacidade de realização de cirurgias eletivas, contribuindo para reduzir filas e diminuir o tempo de espera por procedimentos especializados no Sistema Único de Saúde (SUS).

Parte dos equipamentos destinados ao estado já está em operação em instituições de saúde localizadas nos municípios de Blumenau, Brusque, Itajaí, Penha e São José. A expectativa é que os novos recursos garantam mais agilidade, segurança e qualidade nos atendimentos de média e alta complexidade.

Segundo o Ministério da Saúde, os combos cirúrgicos permitirão a realização de aproximadamente 428 mil cirurgias eletivas por ano em todo o Brasil. A iniciativa integra o programa Agora Tem Especialistas, que também prevê a distribuição de mais de 1.700 equipamentos para estruturar novas salas cirúrgicas e ampliar a oferta de serviços especializados.

Os combos voltados à cirurgia geral são compostos por seis equipamentos cada e foram planejados para ampliar a realização de procedimentos como vasectomias, laqueaduras e outras cirurgias de baixa e média complexidade. Já os conjuntos destinados à oftalmologia contam com cinco equipamentos e têm foco na ampliação de procedimentos especializados, incluindo cirurgias de catarata.

Os equipamentos serão destinados a hospitais públicos e instituições filantrópicas, fortalecendo a descentralização dos serviços de saúde e reduzindo desigualdades regionais no acesso a tratamentos especializados.

Além dos benefícios assistenciais, o Ministério da Saúde destaca que a compra centralizada dos equipamentos gerou uma economia superior a R$ 281 milhões aos cofres públicos, representando uma redução de quase 38% em relação ao valor inicialmente estimado. A aquisição priorizou equipamentos fabricados no Brasil, incentivando também o desenvolvimento da indústria nacional da saúde.

As entregas começaram em fevereiro e seguem até o final de junho. Além dos equipamentos, o programa inclui instalação, treinamento das equipes e garantia estendida de 36 meses, permitindo que os hospitais utilizem a estrutura imediatamente após a implantação.

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