Prorrogação deve adiar entrega das áreas de escape para setembro e aumentar impacto no tráfego da região
Os problemas no trânsito do Norte de Santa Catarina devem continuar pelos próximos meses. Além das filas e transtornos já registrados diariamente nas obras da BR-280, entre Guaramirim e Jaraguá do Sul, o atraso nas intervenções da SC-418, na Serra Dona Francisca, tende a aumentar ainda mais a pressão sobre as rodovias da região.
A estimativa atual prevê a prorrogação das obras de construção das primeiras áreas de escape de Santa Catarina por mais 90 dias. O prazo vigente encerra no próximo dia 5 de junho, mas a ampliação do cronograma deve ser oficializada nos próximos dias pelo governo estadual.
Caso o novo prazo seja confirmado, a entrega das estruturas ficará para o início de setembro. As áreas de escape estão sendo construídas na Serra Dona Francisca, em Joinville, em um dos trechos mais críticos da SC-418. As estruturas são consideradas fundamentais para ampliar a segurança, especialmente para caminhões e veículos pesados que descem a serra.
Enquanto as obras seguem, motoristas enfrentam bloqueios parciais, sistema de “siga e pare”, lentidão e congestionamentos frequentes. O cenário preocupa principalmente empresas de transporte e caminhoneiros que utilizam diariamente a ligação entre o litoral Norte e o Planalto Norte catarinense.
Com o atraso na conclusão das obras da Serra Dona Francisca, a tendência é que o fluxo continue impactando diretamente a BR-280, principalmente no trecho que passa por Jaraguá do Sul, Corupá e cidades do Planalto Norte.
O aumento no volume de veículos pesados e o trânsito já comprometido pelas obras da BR-280 podem deixar a mobilidade ainda mais complicada nos próximos meses, ampliando atrasos logísticos, tempo de viagem e dificuldades para motoristas que dependem das rodovias diariamente.
Motoristas relatam dificuldades diárias, atrasos em viagens e prejuízos logísticos devido às obras que avançam em ritmo considerado lento. O impacto também afeta o transporte de cargas, o turismo regional e a mobilidade de trabalhadores que dependem das rodovias diariamente.
