Produção de bananas fortalece economia e gera empregos na região de Corupá e Jaraguá do Sul

A bananicultura segue como uma das principais forças do agronegócio no Norte de Santa Catarina, movimentando a economia regional, gerando milhares de empregos e consolidando municípios como Corupá, Jaraguá do Sul e Luiz Alves entre os maiores polos produtores do país.

Para a safra 2025/2026, a produção catarinense está estimada em cerca de 770 mil toneladas de banana, representando crescimento de 0,3% em relação ao ciclo anterior. A área cultivada também deve registrar avanço de 3,2%, enquanto a produtividade média foi projetada em 26.490 quilos por hectare, com redução de 1,9%.

A banana-caturra, conhecida popularmente como banana-nanica, segue dominando a produção estadual. A variedade ocupa aproximadamente 72,6% da área plantada e responde por 82,4% de toda a produção estimada em Santa Catarina. Já a banana-prata representa 27,4% da área cultivada e 17,6% da produção total, destacando-se pelo maior valor agregado e melhor valorização no mercado.

As regiões Norte e do Vale do Itajaí concentram 84,7% de toda a produção catarinense da fruta, reforçando a importância econômica da cultura para municípios da região. O Sul do estado responde por 15,3% do volume colhido, mesmo concentrando 24,4% da área de produção.

Além do impacto direto no campo, a cadeia produtiva da banana movimenta diversos setores da economia regional, como transporte, logística, exportação, comércio, embalagens, assistência técnica, manutenção de equipamentos e mão de obra agrícola.

Corupá se destaca nacionalmente no setor. O município produziu 153,1 mil toneladas em 2024 e ocupa atualmente a terceira posição entre os maiores produtores de banana do Brasil. A atividade movimenta cerca de R$ 324 milhões por ano na economia local.

A região possui ainda o selo de Indicação Geográfica (IG) na modalidade Denominação de Origem (DO), reconhecimento concedido à banana produzida em municípios como Corupá, Jaraguá do Sul, Schroeder e São Bento do Sul. O diferencial climático garante amadurecimento mais lento da fruta, considerada a banana mais doce do Brasil.

Santa Catarina também lidera as exportações nacionais da fruta e responde por aproximadamente 50% das bananas exportadas pelo Brasil, com forte presença nos países do Mercosul, especialmente Argentina e Uruguai.

Mesmo enfrentando desafios climáticos nos últimos anos, como ciclones, ventos fortes e geadas, os produtores conseguiram manter estabilidade na produção graças ao investimento em tecnologia e manejo especializado.

A expectativa para a safra 2025/2026 é positiva. As condições climáticas mais amenas ao longo do ciclo podem favorecer o desenvolvimento dos cachos, resultando em frutas de maior qualidade e melhor valorização comercial em comparação ao ano anterior.

O suporte técnico da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina também tem sido fundamental para o setor. Ferramentas tecnológicas auxiliam no monitoramento climático e no controle de doenças como a sigatoca-amarela, contribuindo para o aumento da produtividade e redução das perdas nas lavouras.

Além da importância econômica, a bananicultura desempenha papel social relevante, garantindo renda para milhares de famílias e fortalecendo a permanência do produtor no campo, especialmente nas pequenas propriedades rurais da região Norte catarinense.

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