Produção de arroz fortalece economia rural no Vale do Itapocu e mantém tradição agrícola na região de Jaraguá do Sul

A produção de arroz segue como uma das principais atividades do setor agropecuário no Vale do Itapocu, consolidando a região Norte de Santa Catarina como um dos polos mais importantes da rizicultura no Estado. Municípios como Massaranduba, Jaraguá do Sul, Guaramirim e São João do Itaperiú mantêm forte tradição no cultivo do grão, atividade que movimenta a economia rural e gera renda para centenas de famílias.

Na safra 2025/2026, Massaranduba alcançou uma produção de aproximadamente 49,9 mil toneladas de arroz, ocupando a sétima colocação entre os maiores produtores catarinenses. O desempenho reforça a importância da cidade no cenário estadual e evidencia a força da agricultura regional.

Além do arroz, culturas como banana também se destacam entre os principais produtos agrícolas do Norte catarinense. Juntas, as lavouras ajudam a impulsionar a produção primária e fortalecer o agronegócio local.

Santa Catarina permanece como o segundo maior produtor de arroz do Brasil e lidera o ranking nacional de produtividade. Em média, o estado registra colheitas superiores a 8 toneladas por hectare, índice considerado referência no país. Grande parte desse desempenho está ligada ao sistema de cultivo irrigado, predominante nas áreas de várzea da região.

No Vale do Itapocu, o plantio ocorre principalmente em áreas alagadas, técnica que garante maior produtividade e qualidade ao grão produzido. O sistema exige investimentos constantes em infraestrutura, irrigação e manejo técnico, fatores que aumentam os custos de produção para os agricultores.

Para auxiliar os produtores, a Prefeitura de Jaraguá do Sul mantém programas de incentivo ao setor. Entre as ações estão o subsídio de horas-máquina e a disponibilização de equipamentos agrícolas para rizicultores cadastrados, medida que busca reduzir despesas operacionais e fortalecer a permanência das famílias no campo.

Apesar da boa produtividade registrada nas últimas safras, os produtores enfrentam desafios econômicos importantes. A queda no valor pago pela saca de arroz, associada ao aumento no custo de insumos agrícolas e à concorrência do mercado externo, tem reduzido a margem de lucro dos agricultores.

Mesmo diante das dificuldades, a rizicultura segue como uma atividade estratégica para a economia regional. O setor movimenta cooperativas, engenhos, transportadoras e estabelecimentos ligados à cadeia agrícola, além de preservar uma tradição histórica presente há décadas nas comunidades rurais do Norte catarinense.

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