Uma formação rochosa localizada no Norte de Santa Catarina vem despertando a curiosidade de moradores e turistas por causa de uma característica incomum: a ligação com um antigo vulcão extinto há milhões de anos. O cenário fica em Corupá, no Vale do Itapocu, onde o Morro do Garrafão se destaca na paisagem da cidade. Além da beleza natural, o local carrega marcas geológicas que reforçam a presença de intensa atividade vulcânica no passado da região.
Estudos apontam que a área faz parte da chamada Bacia de Campo Alegre-Corupá, uma estrutura geológica formada há cerca de 580 milhões de anos, durante um período de forte atividade vulcânica no território que hoje corresponde ao Sul do Brasil. Atualmente, não existe qualquer risco de erupção, já que o sistema vulcânico está completamente extinto.
A curiosidade ganhou força por causa das características das rochas encontradas na região. Algumas delas são leves e porosas, semelhantes às formações criadas em processos vulcânicos. Relatos antigos sobre fumaça e fogo vistos no morro também ajudaram a alimentar as histórias em torno do local ao longo das décadas.
Além do Morro do Garrafão, outros pontos turísticos de Corupá também têm relação com esse passado geológico. Entre eles está a Cachoeira da Usina, formada em uma fenda natural criada por antigos derrames vulcânicos, e a chamada Caverna da Fuga, moldada pela ação da água sobre rochas originadas nesse processo milenar.
Apesar da fama de “vulcão escondido”, especialistas explicam que não existe um vulcão ativo no Brasil. O território brasileiro está localizado em uma área considerada geologicamente estável, distante das zonas de encontro entre placas tectônicas, onde normalmente acontecem erupções vulcânicas.
Hoje, o morro virou um dos pontos mais curiosos da região e atrai visitantes interessados em natureza, trilhas e na história geológica pouco conhecida de Santa Catarina.
