A Polícia Civil de Santa Catarina intensificou as ações de combate ao crime organizado nos últimos anos e já ultrapassou a marca de R$ 4 bilhões em bens bloqueados de facções criminosas desde 2023. Os dados foram divulgados pela corporação e refletem o avanço das operações realizadas em todo o estado.
A estratégia da PCSC tem focado em investigações qualificadas, inteligência policial e operações integradas para enfraquecer financeiramente organizações criminosas.
Somente em 2025, foram deflagradas 167 operações voltadas ao combate às facções. Já em 2026, nos primeiros meses do ano, a Polícia Civil contabiliza 48 ações do mesmo tipo, mantendo a ofensiva contra o crime organizado.
Os valores bloqueados ao longo dos últimos anos chamam atenção:
- 2023: R$ 1,1 bilhão
- 2024: R$ 1,18 bilhão
- 2025: R$ 1,88 bilhão
A Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC) aparece como uma das principais frentes de atuação nesse enfrentamento. Entre as unidades especializadas estão a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO/DEIC), responsável por investigações contra lideranças criminosas, e a Delegacia de Investigação à Lavagem de Dinheiro, que atua na descapitalização financeira das facções.
Segundo a Polícia Civil, o objetivo vai além das prisões. A estratégia busca atingir diretamente o patrimônio obtido por meio de atividades ilícitas, reduzindo a capacidade financeira das organizações criminosas.
A corporação destaca ainda que os resultados são consequência dos investimentos em tecnologia, inteligência, capacitação do efetivo e fortalecimento das estruturas especializadas de investigação em Santa Catarina.

