A inadimplência das famílias catarinenses voltou a subir em abril de 2026 e reforça um cenário de maior pressão financeira no Estado. Dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), divulgada pela Fecomércio SC, mostram que o percentual de famílias com contas em atraso passou de 26,8% em março para 27,3% em abril, avanço de 0,5 ponto percentual.
Apesar da alta, Santa Catarina segue em situação mais favorável do que a média nacional, que atingiu 29,7% no mesmo período.
Segundo o presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, o crescimento da inadimplência preocupa, principalmente diante do atual cenário econômico.
“O cenário de alta da inadimplência é preocupante, ainda mais em um contexto de juros elevados e de recrudescimento da inflação, influenciado por fatores geopolíticos, que impactam diretamente o orçamento das famílias”, avaliou.
Outro dado que chama atenção é o aumento no número de famílias que afirmam não ter condições de quitar suas dívidas. Em abril, o índice subiu de 10,3% para 11% em Santa Catarina. Ainda assim, o percentual permanece abaixo da média brasileira, que ficou em 12,3%.
O levantamento também aponta crescimento no nível de endividamento no Estado. Em abril, 75,1% das famílias catarinenses declararam possuir algum tipo de dívida, alta de 1,6 ponto percentual em relação ao mês anterior. No Brasil, o índice chegou a 80,9%.
Entre as modalidades de crédito mais utilizadas, o cartão de crédito continua liderando com ampla vantagem, presente em 88,4% das famílias endividadas. Em seguida aparecem os carnês, com 26,5%, e o crédito pessoal, com 17,7%.
Os números indicam que, embora Santa Catarina mantenha indicadores melhores do que a média nacional, o aumento da inadimplência e da dificuldade de pagamento demonstra maior comprometimento da renda das famílias e exige atenção para o comportamento do consumo nos próximos meses.
