Professor é investigado por suspeita de assédio sexual contra aluna em escola estadual de Jaraguá do Sul

A Polícia Civil de Santa Catarina deve investigar um caso grave de assédio sexual registrado dentro de uma escola estadual em Jaraguá do Sul. A denúncia foi formalizada no dia 16 de abril pela mãe de uma adolescente de 14 anos, que relatou uma série de comportamentos inadequados por parte de um professor de informática.

De acordo com o boletim de ocorrência, a estudante contou que o professor teria ultrapassado limites físicos durante uma aula, aproximando-se de forma excessiva, tocando sua cintura e colocando a mão por dentro de sua camisa na direção do busto. A jovem ainda relatou que, mesmo demonstrando desconforto e pedindo para que ele se afastasse, o comportamento persistiu.

A mãe também afirmou que não foi um episódio isolado. Segundo ela, já haviam ocorrido outras situações consideradas invasivas, como o professor se inclinar de forma excessiva sobre a aluna durante uma prova e até cheirar o pescoço da adolescente, atitudes que geraram preocupação e indignação na família.

O caso foi registrado como assédio sexual e está sob responsabilidade da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente e Idoso, que dará sequência às investigações. Para preservar a vítima e não comprometer o andamento do processo, a identidade do professor e da escola não foi divulgada.

A Secretaria de Estado da Educação já teria sido comunicada sobre a denúncia. Conforme relato da mãe, a única medida adotada até o momento foi o afastamento do professor das atividades em sala de aula, embora ele ainda permaneça exercendo outras funções dentro da unidade escolar.

Alerta e orientação para adolescentes

Casos como este reforçam a importância de que adolescentes estejam atentos e não se calem diante de qualquer tipo de abuso ou comportamento inadequado. Situações de toque sem consentimento, aproximação excessiva, comentários de cunho sexual ou atitudes que causem desconforto devem ser denunciadas imediatamente.

É fundamental que a vítima procure um adulto de confiança — como pais, responsáveis, professores ou direção da escola — e registre a ocorrência junto às autoridades. No Brasil, denúncias também podem ser feitas de forma anônima pelo Disque 100, canal nacional de proteção aos direitos humanos.

Especialistas destacam que o silêncio pode prolongar o sofrimento e permitir que outros casos aconteçam. Denunciar é um passo essencial para interromper ciclos de violência, garantir a responsabilização dos envolvidos e proteger outras possíveis vítimas.

A orientação é clara: qualquer sinal de abuso deve ser levado a sério. A escola deve ser um ambiente seguro, de aprendizado e respeito — e qualquer violação desse princípio precisa ser denunciado.

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