O ativista brasileiro Thiago Ávila foi levado a Israel, onde deve prestar depoimento às autoridades após ser interceptado enquanto participava de uma flotilha com destino à Faixa de Gaza.
De acordo com informações divulgadas por autoridades israelenses, Ávila e o espanhol-palestino Saif Abu Keshek foram abordados durante a viagem e transferidos ao país para interrogatório. Ambos integravam a chamada flotilha Global Sumud, uma iniciativa com dezenas de embarcações que buscava levar ajuda humanitária ao território palestino.
A interceptação ocorreu ainda em alto-mar, nas proximidades da costa da Grécia, quando forças israelenses impediram o avanço do grupo. Ao todo, a ação envolvia cerca de 175 pessoas distribuídas em várias embarcações.
Segundo o governo israelense, os dois ativistas serão ouvidos por autoridades policiais. A chancelaria do país afirmou ainda que ambos terão direito a assistência consular de seus respectivos países durante o processo.
Por outro lado, o caso gerou reação internacional. Os governos do Brasil e da Espanha divulgaram nota conjunta criticando a ação, classificando a abordagem como uma detenção em águas internacionais e cobrando esclarecimentos.
As autoridades israelenses alegam que os ativistas teriam ligação com uma organização internacional que, segundo o país, mantém vínculos com o grupo Hamas — o que é negado por apoiadores da flotilha.
O episódio reacende tensões em torno das tentativas de envio de ajuda humanitária à Faixa de Gaza por meio marítimo, frequentemente alvo de bloqueios por parte de Israel. O caso segue em acompanhamento pelas autoridades diplomáticas brasileiras.
