Um homem denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por matar a própria esposa na frente da filha foi condenado pelo Tribunal do Júri a 35 anos e três meses de prisão, em regime inicial fechado, pelo crime de feminicídio. A decisão também determinou a perda do poder familiar. O crime ocorreu na madrugada de 1º de maio de 2025, em Jaraguá do Sul.

Segundo as investigações, o réu asfixiou a vítima, Inara Karina Tribess, após descobrir que ela pretendia encerrar o relacionamento. A motivação foi considerada torpe pela Justiça. O assassinato foi cometido na presença da filha do casal, que tinha apenas três anos e dependia diretamente da mãe.
O homem estava preso preventivamente desde a época dos fatos e retornou ao presídio após o julgamento para cumprir a pena. A reincidência também pesou na sentença, já que ele possui condenação anterior por tráfico de drogas, fator considerado na dosimetria.
A sessão do Tribunal do Júri foi realizada no Fórum da comarca de Jaraguá do Sul e incluiu o depoimento de testemunhas, o interrogatório do acusado e os debates entre defesa e acusação. A promotoria foi representada pela promotora de Justiça Maria Cristina Pereira Cavalcanti, da 4ª Promotoria de Justiça.
Durante a sustentação, a promotora destacou a gravidade e a brutalidade do crime ao pedir a condenação do réu, que foi acolhida pelos jurados ao final do julgamento.