A RBN ouviu representantes da FIESC e CDL sobre o tema que vai ganhar grande discussão em 2026 – A campanha pelo fim da Escala 6×1. O vice-presidente da FIESC para a região norte do estado, Célio Bayer, disse que a entidade tem uma posição firmada sobre o assunto, prevendo fechamento de mais de 40 mil vagas de trabalho fechadas na indústria, além de provocar um custo 10% maior para a empresas.
Em seu site, a FIESC destaca que a redução da jornada aumentaria custo do trabalho em 11,4%. Um estudo da entidade foi apresentado à bancada catarinense em Basília, e aponta risco de extinção de 41,4 mil empregos no estado, dos quais 19,1 mil somente na indústria; impacto negativo no PIB catarinense seria de 0,6%.
Já o presidente da CDL, Gabriel Wulf, salientou que a Confederação dos Lojistas defendem a liberdade econômica para que empresários e colaboradores tenha a liberdade de se entenderem sobre a jornada mais adequada para o setor.
PROJETO
A PEC 148/2015 prevê a redução da jornada de trabalho no Brasil das atuais 44 horas semanais para 36 horas. A mudança será gradual e realizada ao longo do tempo, começando com uma redução para 40 horas semanais na primeira fase.
O ponto-chave da proposta é o aumento dos dias de descanso previstos na jornada, de 1 para dois dias. Ou seja, a escala padrão dos trabalhadores de setores como comércio e serviços sairia do regime 6×1 para o regime 5×2: cinco dias de trabalho e dois de descanso.
Caso a PEC vire lei, a partir de 2027 a jornada máxima semanal de trabalho vigente no Brasil será de 40 horas, com dois dias de repouso por semana, e sem redução salarial. A cada ano essa jornada será reduzida em uma hora, até atingir as 36 horas semanais a partir de 2031, e os dois dias de repouso permanecerão como padrão.
