Casos de diarreia ultrapassam 10 mil em SC e acendem alerta no verão

Por: Alison Correa

O avanço acelerado dos casos de diarreia em Santa Catarina nas primeiras semanas de 2026 colocou as autoridades de saúde em estado de atenção. Mais de 10 mil ocorrências de Doença Diarreica Aguda (DDA) já foram notificadas no estado, alcançando 91% dos municípios catarinenses, conforme dados do Ministério da Saúde.

A DDA é caracterizada por três ou mais evacuações líquidas ou amolecidas em um intervalo de 24 horas e pode ser acompanhada de sintomas como dor abdominal, febre, náusea e vômitos. Embora muitos casos evoluam de forma leve, a doença representa risco significativo quando há desidratação, principalmente entre crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade.

Verão favorece aumento dos casos

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, o crescimento das notificações ocorre com maior intensidade durante o verão. As altas temperaturas, a maior circulação de pessoas, o consumo frequente de alimentos fora de casa e o contato com água imprópria para banho ou consumo criam um ambiente favorável à disseminação da doença.

Mesmo não representando a totalidade dos casos existentes, os registros funcionam como um importante indicador para o monitoramento da situação e a identificação de possíveis surtos em diferentes regiões do estado.

Cuidados essenciais em caso de diarreia

A principal orientação das autoridades de saúde é manter a hidratação constante e redobrar os cuidados com a alimentação e a higiene. Entre as recomendações estão:

Ingerir líquidos após cada episódio de diarreia, como água, chás, água de coco ou soro caseiro

Manter a alimentação habitual, desde que haja tolerância

Lavar as mãos com frequência, especialmente antes das refeições

Higienizar corretamente frutas, verduras e legumes

Tratar a água destinada ao consumo, por meio de fervura, filtragem ou uso de hipoclorito

Evitar refrigerantes e bebidas muito açucaradas

Não utilizar medicamentos antidiarreicos sem orientação médica

Quando buscar atendimento médico

Crianças e idosos devem ser avaliados por um profissional de saúde ao primeiro sinal de agravamento, devido ao maior risco de desidratação. A procura por atendimento deve ser imediata nos seguintes casos:

Sinais de desidratação, como boca seca, olhos fundos, pouca urina ou sonolência

Presença de sangue ou muco nas fezes

Febre alta ou dor abdominal intensa

Vômitos persistentes que dificultam a ingestão de líquidos

Diarreia prolongada ou em piora

Complicações e riscos

A desidratação é a complicação mais frequente da Doença Diarreica Aguda e pode evoluir rapidamente se não tratada. A orientação é retornar ao serviço de saúde diante de qualquer agravamento dos sintomas, redução da urina, sede intensa, vômitos repetidos ou recusa alimentar.

O que é a Doença Diarreica Aguda

A DDA engloba infecções do trato gastrointestinal provocadas por vírus, bactérias ou parasitas. Na maioria dos casos, a doença é autolimitada e dura até 14 dias, mas pode evoluir para quadros graves dependendo do agente infeccioso e das condições clínicas do paciente.

A transmissão ocorre principalmente por meio de:

Consumo de água ou alimentos contaminadosIngestão de alimentos sem procedência ou mal armazenados

Consumo de carnes e pescados crus ou malcozidos

Falta de higiene adequada das mãosContato com pessoas ou objetos contaminados

Municípios com maior número de registros

Em Santa Catarina, 269 municípios já contabilizaram ao menos um caso de Doença Diarreica Aguda, o que representa 91,18% do estado. Entre as cidades com maior número de notificações estão:

Itajaí, com 1.335 casos

Chapecó, com 599 registros

Florianópolis, com 586 casos

Bombinhas, com 503 ocorrências

Brusque, com 483 casos

As autoridades reforçam a importância da prevenção, da hidratação adequada e da busca por atendimento médico sempre que necessário, especialmente durante os meses mais quentes do ano.

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