Por: Alison Correa
Manoel Carlos, conhecido como Maneco, autor de algumas das novelas mais icônicas da televisão brasileira, morreu neste sábado (10), aos 92 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela família, que não divulgou a causa da morte.
Nos últimos anos, Maneco enfrentava a Doença de Parkinson, que afetou seu desenvolvimento motor e cognitivo. Ele estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, onde recebeu cuidados médicos especializados.
Natural de São Paulo, mas carioca de coração, Maneco iniciou sua carreira artística ainda jovem. Aos 17 anos, atuou no “Grande Teatro Tupi”, programa de teleteatro da TV Tupi, e logo foi premiado como ator revelação. No ano seguinte, começou a atuar como produtor e diretor, iniciando uma trajetória que o levaria a várias emissoras brasileiras, como TV Record, TV Itacolomi, TV Excelsior e TV Rio.
Em 1972, estreou na TV Globo como diretor-geral do “Fantástico” e permaneceu por três anos. Sua primeira novela na emissora, em 1978, foi a adaptação de Maria, Maria, seguida de A Sucessora. Ao longo das décadas, Maneco se destacou pelo estilo único, centrado em conflitos familiares e ambientações no Rio de Janeiro, cidade que muitas vezes funcionava como personagem de suas tramas.
Outro traço marcante de sua obra foram as “Helenas”. A primeira surgiu em Baila Comigo (1981), interpretada por Lílian Lemmertz, e a última em Em Família (2014), estrelada por Julia Lemmertz, filha da atriz. As Helenas eram mães abnegadas, cujas histórias exploravam os dilemas familiares e a força feminina. Em 2011, Viver a Vida apresentou a primeira Helena negra, interpretada por Taís Araújo, consolidando a diversidade em seu universo narrativo.
Além de autor, Maneco também foi escritor, diretor e colaborou com séries e minisséries de sucesso, como Presença de Anita (2001) e Maysa – Quando Fala o Coração (2009).
Manoel Carlos deixa duas filhas: a atriz Júlia Almeida e a roteirista Maria Carolina, que colaborou com ele em diversas obras. Teve outros três filhos, que já faleceram: Ricardo de Almeida, Manoel Carlos Júnior e Pedro Almeida.
O velório será fechado e restrito à família e amigos próximos. Em nota, a família agradeceu as manifestações de carinho e solicitou respeito e privacidade neste momento delicado.
