Por: Alison Correa – Garopaba
O prefeito de Garopaba, Júnior de Abreu Bento (PP), foi preso na manhã desta quinta-feira (8) durante uma operação da Polícia Civil de Santa Catarina que investiga um esquema de corrupção envolvendo contratos públicos no município. A ação faz parte das operações Maestro e Coleta Seletiva, conduzidas pela Delegacia de Combate à Corrupção (Decor), vinculada à Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic).

Além do prefeito, também foram presos um empresário do setor de coleta de lixo, Joaquim Pacheco, e o servidor municipal Silas Gonçalves, que atuava como pregoeiro da Prefeitura. As ordens judiciais foram cumpridas por volta das 6h45 em diferentes endereços, incluindo a sede da administração municipal.
Por determinação da Justiça, a operação resultou ainda no afastamento de secretários municipais, no bloqueio de bens e valores e no cumprimento de mandados de busca e apreensão. A ação contou com apoio da Polícia Científica para coleta de materiais que devem subsidiar as investigações.
Segundo a Polícia Civil, os presos ocupam posições estratégicas nos contratos analisados e, por isso, foram alvos de medidas cautelares com o objetivo de impedir interferências no andamento das apurações.
A operação Maestro apura supostas irregularidades em contratos administrativos ligados à área da construção civil. Conforme a Decor, há indícios de fraude em licitações, direcionamento de contratos e desvio de recursos públicos, com prejuízo aos cofres municipais.
No decorrer das investigações, os policiais identificaram possíveis irregularidades também em contratos relacionados à coleta de lixo. Diante disso, foi deflagrada a operação Coleta Seletiva, com foco específico nesse setor.
Outro fator que pesou para o avanço das medidas judiciais foi a identificação de movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada por um dos investigados, o que reforçou os pedidos de bloqueio patrimonial e afastamento de agentes públicos.
As investigações seguem em andamento. Até o momento, a Polícia Civil não informou se os presos permanecerão detidos ou se poderão responder ao processo em liberdade.
